O Veranópolis se despediu da Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho com uma vitória por 2 a 1 diante do União Frederiquense, na tarde deste domingo, no Estádio Antônio David Farina. Um resultado que, apesar de positivo, não foi suficiente para reverter a derrota por 2 a 0 sofrida no jogo de ida, em Frederico Westphalen. Com isso, o Pentacolor está fora da competição, enquanto o União Frederiquense segue na luta pelo acesso. Meus amigos, foi uma partida de muita disputa, tensão e emoção. Os gols saíram somente no segundo tempo, quando o Veranópolis conseguiu construir a vantagem de que precisava para manter vivo o sonho da classificação. Mas o adversário marcou o gol que lhe garantiu a vaga na próxima fase, frustrando a torcida pentacolor.
Se o resultado de campo encerrou a caminhada do VEC, a arbitragem acabou se tornando um dos assuntos mais discutidos da tarde. A atuação do árbitro Roger Goulart foi alvo de fortes reclamações. Na avaliação deste colunista, faltou controle sobre a partida, e decisões importantes aumentaram a tensão dentro e fora de campo. Outro ponto questionado foi a ausência dos equipamentos de comunicação entre os integrantes da arbitragem, como microfones e fones, situação que levantou dúvidas sobre as condições de trabalho da equipe.
Entre os lances contestados, um chamou especialmente a atenção: ainda no primeiro tempo, o Veranópolis reclamou de uma jogada que, na avaliação da equipe, deveria ter resultado em expulsão. Segundo os relatos da partida, nem mesmo a sinalização do auxiliar teria sido devidamente considerada pelo árbitro. Um episódio que aumentou a indignação dos torcedores. E há um detalhe que torna tudo ainda mais doloroso para o Pentacolor. No jogo de ida, em Frederico Westphalen, o VEC já havia ficado com um jogador a menos ainda no primeiro tempo. Na partida de volta, em casa, a equipe voltou a se sentir prejudicada por decisões da arbitragem.
A tensão não ficou restrita ao gramado. No encerramento do primeiro tempo, houve um episódio envolvendo o diretor de futebol do Veranópolis e integrantes da Brigada Militar. Conforme o relato, o dirigente entrou em campo para reclamar e acabou sendo agredido, com uso de spray de pimenta. Uma situação lamentável, que merece esclarecimento e apuração pelas autoridades responsáveis. No decorrer da partida, Roger Goulart ainda expulsou dois jogadores do Veranópolis, aumentando a revolta da torcida e o clima de contestação. Foi uma tarde de nervos à flor da pele, em um confronto decisivo no qual cada decisão tinha peso enorme no destino das duas equipes.
É preciso reconhecer que o União Frederiquense fez a sua parte. Aproveitou a vantagem construída no primeiro jogo e, mesmo derrotado por 2 a 1 em Veranópolis, conseguiu garantir a classificação. Futebol também é isso: saber administrar o resultado conquistado ao longo de uma disputa eliminatória. Mas fica a sensação amarga para o torcedor pentacolor. O Veranópolis venceu, lutou até o fim, marcou dois gols e não conseguiu alcançar o objetivo. O sonho de retornar à elite do futebol gaúcho foi adiado mais uma vez.
Agora, meus amigos, é hora de levantar a cabeça. A temporada termina com frustração, questionamentos e muitas lições. O acesso não veio, mas a história do Veranópolis não acaba aqui. Será preciso reorganizar o projeto, avaliar os erros, fortalecer o grupo e preparar uma nova caminhada.
O torcedor queria comemorar a classificação no Antônio David Farina. Não foi possível. Resta lamentar a eliminação, cobrar os esclarecimentos necessários sobre os acontecimentos desta tarde e começar a pensar no futuro. O sonho da primeira divisão fica para 2027. E o Pentacolor precisará voltar ainda mais forte para tentar transformar essa esperança em realidade.














