sexta-feira, 25 de julho de 2014

Ginásio de Esportes no bairro Medianeira começa a tomar forma

No início de Julho foram iniciadas as obras para construção do ginásio de esportes no bairro Medianeira. A empresa Charrani Comércio, vencedora da licitação trabalha na edificação das fundações. A quadra esportiva terá cerca de 600m², com cobertura metálica, e fica junto ao Complexo Esportivo Irmão Herbert Wildner. A obra tem um custo total de R$ 270 mil, sendo R$ 243.750,00 oriundos de emenda parlamentar. O restante é pago pela Prefeitura Municipal. O secretário municipal de esportes, Rogério Priori, esteve acompanhando as obras na última segunda-feira, 21, e declarou que o projeto está inserido no programa de implantação de infraestrutura para esporte recreativo e de lazer em Veranópolis. “O objetivo é cada vez mais proporcionar atividades de esporte sadio e de inclusão social para adolescentes e jovens do município, assim como o bem estar da comunidade.”

Inter quer repatriar Fred, e a possibilidade é boa!

Um papel timbrado com as cores do Inter e com a assinatura do presidente Giovanni Luigi já foi enviado à Ucrânia e está na mesa do bilionário Rinat Akhmetov. Nos dizeres do documento, a intenção de repatriar o garoto Fred, de 21 anos, do Shakhtar Donetsk para o Beira-Rio. A operação é complicada. Mas representantes do jogador e direção do Inter estão otimistas para um desfecho favorável. A janela de contratações do Exterior para o Brasil fecha no dia 13 de agosto, uma quarta-feira. Flamengo e Atlético-MG tem interesse no jogador. A negociação entrou em caráter "stand-by". Não pegou bem com Akhmetov a tentativa de deserção dos jogadores brasileiros. Por conta disso, os ânimos estão acirrados em Donestk. Fred retornou nesta quinta-feira ao Leste Europeu. Foi o primeiro do quinteto de brasileiros (que inclui Douglas Costa, Dentinho, Alex Teixeira e Ismaily) a se reapresentar — embora com um atraso de cinco dias. Fred estava na CASA de sua mãe, em Belo Horizonte e retornou a Donetsk como uma espécie de barganha para fluir a negociação. Para voltar a jogar no Inter, Fred teria de ampliar seu vínculo com o Shakhtar por mais um ano, até 2019. Abriria mão de boa parte do salário, inclusive, para vestir vermelho novamente. É claro para o garoto e seus representantes que não é o momento de retornar ao futebol brasileiro e que o mercado europeu é sedutor. Mas a multa rescisória de 45 milhões de euros — e a vontade de o Shakhtar em contar por muito tempo com seu futebol — complica qualquer transferência no Velho Mundo. Em um primeiro momento, Fred atuaria no Inter até o final do ano. Tempo para mudar a situação entre a Rússia e a Ucrânia. Porém, na carta de intenção enviada por Luigi aos ucranianos, o vínculo seria até a metade de 2015. A ideia da direção é que Fred atue em uma possível Libertadores. A grave crise entre Ucrânia e Rússia já beneficiou o Inter uma vez. No começo da temporada, o meia Alan Patrick teve o seu empréstimo ampliado até o final de 2014, uma vez que o meia pediu para permanecer no Brasil por mais tempo, em vez de voltar para o Shakhtar.

Reunião de Dilma com dirigentes de clubes, governo acena com renegociação

Durou mais de duas horas o encontro da presidente Dilma Rousseff com dirigentes de 12 clubes de futebol para discutir a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. Após ouvir os cartolas, nesta sexta-feira, e o Bom Senso FC, na segunda-feira passada, o governo federal pretende fazer ajustes até o final da semana que vem no projeto de lei a ser enviado para o Congresso para votação ainda em agosto. Conforme era o desejo dos presidentes dos clubes — e acordado entre eles antes da reunião, em encontro a portas fechadas —, o debate não girou em torno de uma ampla mudança no futebol brasileiro, mas focado no refinanciamento da dívida dos clubes com a União para os próximos 25 anos. Conforme o secretário de Nacional de Futebol do Ministério dos Esportes, Antônio José Carvalho do Nascimento, a dívida seria paga em 300 parcelas (25 anos), com um tempo de ajuste de 36 meses. Por esse período, os clubes poderiam pagar apenas 50% das parcelas, podendo optar por pagar esses valores ao final do financiamento.

— O modelo é semelhante ao adotado por clubes da Europa. Lá o tempo de adaptação foi ainda maior, de cinco anos — declarou Nascimento.

Para aderir, os clubes adotariam o chamado “fair play financeiro”, ainda em negociação.

A princípio, os clubes precisariam apresentar certidões negativas de débito para participar de campeonatos, pagar salários em dia, estariam proibidos de antecipar receitas para além dos mandatos vigentes dos presidentes e estariam sujeitos a punições de até rebaixamento se descumpridas as obrigações. Questões caras a Dilma em manifestações anteriores, como a manutenção de jogadores atuando no Brasil, ficaram de fora da discussão. Viriam em um segundo momento, como conseqüência desses primeiros passos.

— Se tu deres condição de autossuficiência econômica para os clubes, tu também seguras os jogadores mais tempo no Brasil, mais longevos nos clubes. Da forma como está, não segura ninguém. É pra comer amanhã. Pra fechar a conta do ano — avaliou Romildo Bolzan, vice do Grêmio e representante do clube no encontro.

Romildo e Giovanni Luigi, presidente do Inter, chegaram e saíram juntos do encontro. Segundo o colorado, é preciso fazer um ajuste de contas com o passado dos clubes:

— Essa dívida que discutimos hoje engloba valores referentes a décadas de 70, 80. É preciso negociar esse passivo.

A dívida dos clubes brasileiros com a União em débitos como o INSS, Imposto de Renda, FGTS, Timemania e Banco Central, é estimada pela Advocacia Geral da União em mais de R$ 3 bilhões. Participaram do encontro, além de Dilma, os ministros Aldo Rebelo (Esportes), Guido Mantega (Fazenda) e representantes de Grêmio, Inter, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Flamengo, Botafogo, Atlético-MG, Bahia, Santa Cruz, Paysandu e Coritiba