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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Espelho para Victor: o segredo do goleiro que ofuscou Ronaldinho no Olímpico


Atenção, Victor. É recomendável que o goleiro do Grêmio, um dos mais respeitados do país, ouça os conselhos de um ex-colega de posição. Até porque Gilmar conseguiu fazer duas vezes o que o camisa 1 tricolor ainda não foi capaz: parar Ronaldinho - terá nova chance neste domingo, às 16h, diante do Flamengo.

Em 2000, aos 30 anos, Gilmar dispensava o sobrenome Dal Pozzo, empregado só depois de começar a carreira de técnico, em 2007. Em duas partidas no Olímpico, pelo Gauchão, não levou gol do jovem craque, pegou um pênalti e levantou a taça. A história desse duelo integra a série que começou na terça e vai até sexta-feira no clicEsportes sobre o retorno de Ronaldinho ao seu antigo lar, agora vestindo rubro-negro.O pênalti defendido já nos acréscimos da decisão no dia 21 de junho de 2000 não chama muito a atenção de Gilmar, embora tenha ficado marcado como o lance emblemático da conquista inédita do time de Tite. O jogo estava 0 a 0, e o Grêmio precisava de três gols.

Gilmar se recorda com carinho ímpar é da partida que definiu o campeão do primeiro turno. Ronaldinho passou uma tarde inteira de maio procurando burlar as mãos do goleiro caxiense num Olímpico lotado. Em vão. Teve pelo menos três faltas próximas à área e não conseguiu marcar sobre o gigante de 1m92cm, 92 kg. Gilmar dá a receita: observação e antecipação.

— Eu sempre saía antes da cobrança de falta. Se eu esperasse ele se definir, nunca chegaria à bola — conta o hoje técnico do Veranópolis. — Eu estudei muito o Ronaldinho. Em 90% das vezes, eu já sabia o canto pelo modo de ele enquadrar o corpo.

Para brecar Ronaldinho, no entanto, é preciso mais do que goleiro atento e bem treinado. Gilmar lembra que a marcação também era especial. Uma verdadeira força-tarefa. Além do jogador do combate direto, havia sempre outro marcador na "sobra curta", lembra, comparando à marcação feita hoje sobre Neymar. Atualmente, está mais fácil de marcar Ronaldinho, argumenta Gilmar. Por isso, lembra com tanto carinho dos dias em que ofuscou a então grande promessa do futebol brasileiro.

— Vivi o meu auge — anuncia, orgulhosoO currículo não deixa Gilmar mentir. Depois do Caxias, passou por clubes importantes como Goiás, Avaí e Santa Cruz. Também se aventurou em solo português, no Marítimo. Experiência de sobra para inclusive aconselhar Victor pessoalmente. Aconteceu no dia 3 de abril, no último Gauchão. O Grêmio saiu de campo vitorioso, 2 a 1, mas o goleiro tricolor havia falhado no gol do Veranópolis. Gilmar notou o abatimento do jogador e, como ex-goleiro, se viu na obrigação de interpelá-lo à beira do campo.Pediu mais concentração a Victor. O que lhe faltou, na avaliação de Gilmar, em 30 de junho, quando tentou driblar Ronaldinho e presenteou o meia com o segundo gol do Flamengo no Engenhão, pelo primeiro turno do Brasileirão.— Não se pode questionar a qualidade dele. Mas está oscilando. Precisa atingir um nível maior de concentração.Para enfrentar Ronaldinho, às 16h deste domingo, Victor com certeza vai precisar. 

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