sexta-feira, 13 de junho de 2014

Ferrari pode abandonar Fórmula 1

O Presidente da Ferrari, Luca de Montezemolo, afirmou que a escuderia italiana pode abandonar a Fórmula 1 para se concentrar nas corridas de resistência, em uma entrevista ao jornal econômico The Wall Street Journal (WSJ) divulgada nesta sexta-feira.
"A Fórmula 1 não funciona mais", declarou o líder da Ferrari. "Está em baixa, já que (a Federação Internacional de Automobilismo) se esqueceu que as pessoas seguem as corridas pelas emoções que elas provocam. Ninguém as acompanha para ver a eficiência (dos carros)", acrescentou. "Ninguém quer ver um piloto economizando gasolina ou pneus. As pessoas querem ver como os pilotos pisam fundo para ir de um ponto a outro. (A F1) é um esporte, sim, mas também é um espetáculo", ressaltou o chefe da "Scuderia". Montezemolo se referiu dessa forma à última grande revolução na regulamentação da Fórmula 1 para reduzir custos e tentar se modernizar, o que inclui a introdução de um novo motor V6 turbo híbrido, menos barulhento e menos poluente. A Ferrari, proprietária do grupo FIAT, que também tem Montezemolo como presidente, é a equipe mais emblemática da principal categoria do automobilismo mundial e conta com 15 títulos do Mundial de pilotos, 16 títulos de
construtores e 221 vitórias em Grandes Prêmios. A Ferrari participa do mundial desde a sua criação, em 1950. Também disputou provas de resistência, vencendo nas 24 Horas de Le Mans em nove ocasiões. Seu fundador, Enzo Ferrari, decidiu concentrar todos os seus esforços na Fórmula 1 a partir de 1973. Montezemolo indicou que a Ferrari poderia se dedicar às corridas de resistência a partir de 2020. "E, é claro, não podemos correr em resistência e na Fórmula 1 ao mesmo tempo, não é possível", explicou.Nesta temporada, a Ferrari não vem conseguindo competir com suas rivais Mercedes e RBR e está sendo ameaçada inclusive por equipes como a McLaren e Force India. A escuderia italiana é quarta no mundial de construtores, com 87 pontos. O espanhol Fernando Alonso está em 4º entre os pilotos, com 69 pontos, a metade da pontuação do líder, o alemão Nico Rosberg (Mercedes).