quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Campeonato Gaúcho de Vôlei, somente três equipes participam este ano

Há 20 anos o Campeonato Gaúcho de Vôlei foi disputado entre oito equipes. Hoje, a competição começa com apenas três: Bento Vôlei, Voleisul e Canoas vão jogar a menor edição do torneio desde 2008 – nos três anos seguintes o campeonato nem foi realizado. Para piorar, as divergências entre a Federação Gaúcha de Vôlei (FGV) e os clubes contribuem para a desvalorização.
Para Marcelo Fronckowiak, técnico do Vôlei Canoas, equipe tetracampeã gaúcha, o modelo de gestão da FGV desvaloriza os parceiros comerciais, fazendo com que o esporte não seja atrativo de investimento das empresas:
– O principal que a Federação deveria fazer é abreviar burocracias. Devemos repensar o modelo, porque ele é excludente. Acabamos dependendo das leis de incentivo ao esporte.
Dependente do Programa Pró-Esporte, o Bento Vôlei sofre com a suspensão do benefício desde agosto. Ainda aguarda a retomada do projeto para confirmar presença na próxima Superliga. Enquanto isso, a equipe se ressente da falta de investimentos, como aliás ocorre com os clubes de alto rendimento em geral. 
Ex-jogador e atual dirigente do Bento Vôlei, Rafael Fantin, o Dentinho, fez parte da última equipe gaúcha que faturou a competição nacional, a Ulbra, na temporada 2002/2003. Agora, responsabiliza a FGV pelo o insucesso do Campeonato Gaúcho:
– Eles não devem só cobrar taxa, têm de ter envolvimento para termos nossas marcas divulgadas.
Carlos Cimino, presidente da Federação Gaúcha de Vôlei (FGV) e árbitro da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), mostra-se tranquilo quanto às críticas. Justifica o fracasso da competição estadual às questões mercadológicas:
– Os empresários não estão mais investindo. O transporte e a alimentação encareceram. Estamos negativos em termos de produção e isso acaba refletindo nos times. Incentivar as empresas a investir não é dever da Federação. Nosso papel é organizar eventos. Então, tem de ter cuidado para falar que nós não estamos fazendo nada. Os clubes têm de bater nas portas para procurar investimento. É duro. 


AS EQUIPES
Vôlei Canoas
Técnico: Marcelo Fronckowiak
É a atual tetracampeã gaúcha e o time a ser batido. No início do mês, sagrou-se campeã da Copa Paquetá, que também contou com a participação de Castro, Voleisul e Universidade Feevale. Para a temporada, recontratou Giovanni e apostou em contratações como a do também central Maicon Leite e do líbero Thales.

Voleisul
Técnico: Reinaldo Bacilieri
Com a equipe formada há pouco mais de dois meses, o time de Novo Hamburgo entra como franco-atirador na competição. Buscando recursos para disputar a Superliga B, montou um time que mistura a experiência do ponteiro Luciano Bozko, 37 anos, com a juventude do levantador Bernardo Roese, 22.

Bento Vôlei
Técnico: Carlos Montovanelli
Sem grandes investimentos, a equipe da Serra espera surpreender os adversários com um time renovado. Os problemas financeiros fizeram com que mais da metade da equipe fosse montada com jogadores da região de Bento Gonçalves. As exceções são o levantador Rodrigo Rívoli, o central Zé Ricardo, ponteiro Dante, o líbero Daniel e o oposto Alexandre Bergamo, que disputaram a Superliga passada

Fonte: Clicrbs