segunda-feira, 4 de abril de 2016

Veranópolis: Presidente Generosi disse ao Pioneiro que faltou vergonha na cara de alguns jogadores, e que ainda pode jogar o Brasileiro

Foto: Porthus Junior / Agencia RBS
Há dois dias, o clima era totalmente diferente no Estádio Antônio David Faria. Antes do jogo de domingo com o Cruzeiro, a expectativa apontava para uma classificação às quartas de final do Estadual e uma participação na Série D. Levou 1 a 0 em casa e nada deu certo. Restou ao presidente Gilberto Generosi analisar o que deu errado em 2016 e o que pode ser mudado para o futuro do Veranópolis Esporte Clube. Confira as explicações na entrevista a seguir: 

Pioneiro: O que faltou para o Veranópolis se classificar? 
Gilberto Generosi: Faltou os jogadores terem vergonha na cara. Seis deles saíram na noite de sexta-feira e voltaram às 6h da manhã de sábado, praticamente foram direto para o treino de véspera do jogo. A gente até pode tentar segurar, contornar, mas em cidade pequena é complicado. Não poderíamos tirar do time seis jogadores porque eram quase todos titulares. Quero pagar esses caras de uma vez e que vazem daqui logo. Nosso ano foi prejudicado por eles. 

Mas não foi só isso que determinou a eliminação. O que mais não deu certo?
— Não deu certo lá no começo. Faltaram no fim os pontos que a gente perdeu no início do campeonato. A partir daquela vitória contra o Inter, a gente foi normal: empatou, ganhou, perdeu, ganhou de novo, empatou, perdeu. O Winck é um bom treinador. É um técnico que precisa de tempo para o trabalho deslanchar. Nosso interesse é acertar com ele para o Gauchão de 2017. 

Se São Paulo ou Novo Hamburgo desistir da Série D, o VEC disputa a competição? 
— Para a gente disputar a Série D nacional só se a definição for logo, ainda nesta semana. Tem muita especulação, como informações que o São Paulo e o Novo Hamburgo estão muito mal de finanças. A gente vai estudar a questão se for até sexta-feira, porque temos que pagar jogadores e tal. Se liberarmos todo mundo, não tem mais volta e não vamos disputar. O Winck está encaminhado para ficar, se for o caso. 

Qual foi o momento mais difícil no Gauchão? 
— Naquela situação antes do jogo contra o Inter, eu assinava qualquer contrato para permanecer na primeira divisão. Depois, acendeu uma luz no fim do túnel e nos recuperamos.

Adão Júnior