quarta-feira, 22 de junho de 2016

22 de Junho de 1997: INTER “ABRIA AS TORNEIRAS” PARA ADIAR JOGO DE SEMI-FINAL CONTRA O VERANÓPOLIS

Como hoje, há exatos 19 anos, ou seja, em 22 de junho de 1.997, fortes chuvas que caíram na manhã daquele domingo, e uma “ajudinha” nunca confirmada da direção do Internacional, trancando a drenagem do gramado do Beira-rio, para que a água não escoasse, e ainda, “abrindo as torneiras, para encharcar, ainda mais o gramado, fizeram com que a partida da tarde, contra o Veranópolis, fosse adiada para o dia seguinte, segunda-feira.
O colorado tinha perdido o jogo de ida daquela semi-final, 2×1, para o ótimo time do Veranópolis, e teria que vencer duas vezes para ir à final do campeonato contra o Grêmio, que no dia anterior, tinha vencido o Brasil de Pelotas, duramente, após empate no tempo normal e nos pênaltis, apenas numa quase interminável série de penalidades máximas.

Par o Inter, adiar o jogo seria uma grande vantagem pois, com o gramado ruim, seria muito mais difícil vencer ao time de Veranópolis duas vezes, nos 90 e na prorrogação, além de contar com um pequeno público, devido ao mau tempo. Já, em sendo o jogo no dia seguinte, a partida, pelo regulamento, seria de “portões abertos”. Tanto estava certa a direção colorada que no dia seguinte, dia útil, 40 mil torcedores empurraram time para as duas vitorias, colocando o time na final.
A transferência do jogo foi recebida com risadas pelo presidente do Grêmio, Luiz Carlos Silveira Martins. Para ele, o Grêmio foi prejudicado no sábado,dia anterior, porque foi obrigado a jogar sob temperatura de 31 graus em pleno inverno e condenou a tentativa de condicionamento imposta pelo Inter, referindo-se a atuação de Alexandre Barreto, cuja atuação foi , na sua ótica, visivelmente prejudicada no 1º tempo por todo o clima criado a partir do jogo disputado em Veranópolis.

Frases e fatos daquele Domingo

O adiamento, pedido desde o período da manhã, foi definido depois de o árbitro Luís Carlos Boaro examinar o campo.

A decisão gerou bate-boca entre dirigentes dos dois times. O vice-presidente colorado, Paulo Rogério Amoretty, e o presidente do Veranópolis, Valdemar De Carli, se desentenderam e tiveram de ser contidos por dirigentes da Federação.

De Carli reclamou do tratamento dado por Amoretty ao clube da Serra pois o dirigente colorado tinha dito que o estádio Antônio David Farina era um chiqueiro e criticou o vestiário do clube da Serra, por ser muito pequeno.

A direção do Veranópolis exigiu que o horário fosse mantido, embora Inter e FGF tenham sugerido que o jogo fosse à noite(hoje) para facilitar a ida de torcedores ao estádio.

Em coro, os poucos torcedores que compareceram ontem ao Beira-Rio pediram a saída de toda a direção colorada e do técnico Celso Roth.

De Carli criticou também a imprensa. Embora em entrevista à Rádio Guaíba o jogador Santarosa tenha concordado que ‘se atirou’ no lance do pênalti no 1º jogo, o dirigente disse que ‘ele não disse isso’. Denunciou, ainda, que estaria recebendo telefonemas anônimos pedindo que torcedores de Veranópolis não venham ao estádio.

O repórter da época na Rádio 96,1, Paulo Lera Presotto, também discutiu rispidamente com o presidente do Inter.

Veranópolis tinha melhor time, estava motivado, e o jogo no Domingo teria dado a vaga a final ao Pentacolor.

Fonte: bolaporcima.final