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domingo, 5 de julho de 2026

O Brasil não é mais o país do futebol



Pode doer para muitos torcedores, mas está cada vez mais difícil negar a realidade: o Brasil não é mais o país do futebol. Os resultados recentes apenas escancaram um problema que vem sendo construído há anos. Dentro de campo, faltam grandes equipes e uma identidade de jogo. Fora dele, sobra desorganização, interesses políticos, disputas de poder e uma administração que parece cada vez mais distante do torcedor.

A CBF se transformou em um símbolo da confusão que tomou conta do futebol brasileiro. Trocam-se dirigentes, discursos e projetos, mas os problemas continuam os mesmos. Enquanto isso, os clubes seguem divididos, preocupados em sobreviver financeiramente e incapazes de construir uma estratégia conjunta para fortalecer o futebol nacional. Os jovens talentos continuam surgindo aos montes, mas são vendidos cada vez mais cedo. O torcedor mal aprende a se identificar com um jogador e ele já está embarcando para a Europa. Não é culpa dos atletas nem dos clubes, que precisam pagar suas contas. É consequência de um sistema que se tornou dependente da venda de jogadores para sobreviver.

E quem mais sofre são os clubes menores. Calendários precários, competições sem retorno financeiro e pouca valorização. Enquanto isso, federações e entidades continuam movimentando milhões, mantendo estruturas caras e salários elevados. O dinheiro existe, mas raramente chega onde o futebol realmente acontece. O mais preocupante é que o futebol passou a refletir exatamente o que vemos em outros setores do país: muito discurso, pouca ação e quase nenhuma mudança estrutural. Os interesses de poucos seguem acima das necessidades da maioria.

Também é impossível ignorar outro problema. Nos últimos anos, até as cores da camisa da Seleção passaram a ser motivo de discussão política. O que deveria unir os brasileiros acabou sendo usado para dividir. E quando a política invade o espaço do esporte, o torcedor deixa de enxergar apenas futebol. O resultado é uma Seleção cada vez mais distante da paixão popular que a transformou em símbolo nacional. O futebol brasileiro perdeu protagonismo, perdeu organização e, principalmente, perdeu a capacidade de se reinventar. Continuamos vivendo das lembranças de um passado glorioso enquanto outras nações trabalham, investem e evoluem.

A verdade é simples e dura: o Brasil ainda produz craques, ainda tem torcedores apaixonados e ainda movimenta multidões. Mas isso, sozinho, não basta para manter o título de país do futebol. Se nada mudar, continuaremos assistindo ao mesmo roteiro: muito dinheiro circulando nos bastidores, poucas mudanças de verdade e uma distância cada vez maior entre a grandeza da nossa história e a realidade que vemos dentro de campo.

Bruno estreia com hat-trick e ADPF dispara na liderança da LGF

 


A torcida que compareceu ao ginásio em Nova Bassano viu uma atuação de alto nível da ADPF na noite deste fim de semana. Com autoridade e um futsal envolvente, a equipe venceu a AGEC, de Gravataí, por 6 a 3 e deu mais um passo importante na busca pelos seus objetivos na Liga Gaúcha de Futsal. O confronto começou com amplo domínio da equipe pratense. Bem organizada defensivamente e eficiente no ataque, a ADPF abriu 3 a 0 ainda na primeira etapa, levando uma vantagem confortável para o intervalo.


Na volta para o segundo tempo, a equipe manteve o ritmo e ampliou a vantagem para 5 a 0, controlando completamente as ações da partida. Quando tudo indicava uma vitória tranquila, a AGEC apostou no goleiro-linha e conseguiu esboçar uma reação, marcando três gols consecutivos e diminuindo a diferença no placar. Mesmo com a pressão dos visitantes nos minutos finais, a ADPF manteve a concentração, voltou a balançar as redes e confirmou a vitória por 6 a 3, resultado que consolida ainda mais sua liderança na chave. Mas a grande atração da noite foi um velho conhecido do futsal brasileiro. Fazendo sua estreia com a camisa da ADPF, Bruno mostrou rapidamente por que foi eleito, em 2025, o melhor ala direito da Liga Nacional de Futsal. Com uma atuação inspirada, o reforço marcou três gols e comandou a vitória da equipe, conquistando os aplausos da torcida e se credenciando como uma das principais armas do time para a sequência da temporada.


Com mais três pontos na tabela e um estreante brilhando logo no primeiro jogo, a ADPF envia um recado aos adversários: a liderança não é por acaso e a equipe segue cada vez mais forte na luta pelos seus objetivos na LGF.