quarta-feira, 16 de março de 2016

Dupla GreNal e as transmissões de TV. Quanto vão faturar, e para quem venderam.


O Coritiba, do CEO gaúcho Maurício Andrade, pegou R$ 28 milhões de luvas do Esporte Interativo pela renovação da TV fechada, de 2019 a 2024. É menos do que os R$ 40 milhões pagos pelo canal do Grupo Turner ao Inter, caso o acordo seja estendido de dois (R$ 13 milhões) para seis anos, mas nem tanto assim, pelo tamanho e importância dos dois clubes. O Coritiba aprovou tudo no Conselho Deliberativo, como terá de fazer o Inter. As luvas são essenciais porque é receita para agora. O valor do contrato em si só entrará em três anos e meio. O torcedor pode perguntar; porque o Inter não negociou também com a Globo, para se valorizar e faturar mais falando com as duas concorrentes. É o que os clubes naturalmente estão fazendo: leilão. Os dirigentes do Inter irão esclarecer este ponto, com certeza. O tema é complexo, com pinceladas de confidencialidade que impediam informações aos conselheiros. Dinheiro à vista é ouro na crise geral. Agora o Inter terá como saldar o que deve com Lisandro López, por exemplo. E outros. O Grêmio acertou com a Globosat, mas ouviu o Esporte Interativo. Avisou a ambos que estava aberto a propostas e foi trabalhando lá e cá. Com a Globosat, começou em R$ 40 milhões de luvas, oferta da emissora. Fechou por R$ 100 milhões, sendo R$ 70 milhões à vista. Na emissora carioca, Romildo Bolzan ganhou apelido: carne de pescoço. Foi arrancando mais e mais desde o ano passado, quando abriu tratativas para 2019-2024.   
Texto: Diogo Oliveira